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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

VINHOS E CIA.

Sexta-feira, 30 de outubro de 2009

UMA NOITE DE VINHOS E DE ALEGRIA

Foi uma noite inesquecível para os amantes do vinho e da boa mesa. A convite da importadora Grand Cru, localizada nos altos da Quintino, no bairro Rio Branco, a proprietária da tradicional vinícola de mesmo nome, Marilisa Allegrini, apresentou, ontem, 29, seus vinhos da região que tem os tintos mais famosos da Itália, o Vêneto, em degustação para profissionais do ramo, jornalistas e clientes.
Essa vinícola, localizada na romântica Verona, é a mais tradicional produtora do renomado Valpolicella (vale de muitas bodegas) e existe desde 1535. É importante destacar que a Itália é líder mundial em produção e consumo de vinho.
No país da bota, há mais de um milhão de vitivinicultores, para um consumo per capita de 60 litros. Só para comparar, o brasileiro consome, em média, 2 litros per capita. O jantar completo foi elaborado exclusivamente pelo chef da renomada e tradicional casa italiana Atelier das Massas.
No wine diner, foram degustados os seguintes rótulos: Soave DOC 2008, La Grola IGT 2005, Amarone Della Valpolicella 2004, Recioto Della Valpolicella e Classico Giovanni Allegrini 2005, todos com pontuação próxima ou superior a 90 pontos pela avaliação de um dos críticos mais influentes do mundo, o americano Robert Parker.
A alegre Marilisa concedeu a entrevista abaixo ao blog da ZH Moinhos:
Blog ZH Moinhos - Por que a escolha do mercado brasileiro?
Marilisa Allegrini - Os jornais da Europa todos dizem que a economia brasileira é muito sólida e a que mais promete. Foi o primeiro país a sair da crise. Ainda que não tenhamos uma presença maior por aqui, queremos crescer num mercado tão emergente. É a quarta vez que venho ao Brasil e, em cada oportunidade, percebo claramente que o país está melhor, em crescimento. Estive em São Paulo e, depois de Porto Alegre, ainda vou para o mesmo evento em Belo Horizonte, antes de retornar à Itália, no sábado. Do Bric (bloco de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil, na nossa visão, é quem possui as maiores potencialidades de mercado, diferentemente, por exemplo, da Rússia e da Índia.
Blog - Por que os vinhos italianos não têm uma maior presença no Brasil?
Marilisa - Temos a concorrência forte dos vinhos do novo mundo, especialmente Chile e Argentina, além do problema do câmbio. Mas temos uma filosofia que seguimos sempre: l) fazer vinhos de qualidade, que vem do nosso terroir diferenciado, e 2) trabalhar cada vez mais junto aos nossos distribuidores, que, na verdade, são os nossos embaixadores.
Blog - E a questão do preço para ser competitivo?
Marilisa - O vinho italiano tem um custo maior, mas o consumidor sabe distinguir. A nossa qualidade pesa mais. Além disso, a cozinha italiana é a mais conhecida no mundo e a harmonização com os nossos pratos pede um vinho nosso.

Postado por Paulo Renato Rodrigues, Conselho de Blogueiros às 13h08

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