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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SOLUÇÃO PARA A GONÇALO?



Um antigo pesadelo dos moradores da Rua Gonçalo de Carvalho pode estar chegando ao fim.
Em reunião realizada na Gerência Regional Metropolitana da CEEE, a Associação dos Moradores do Bairro Independência (Amabi) entregou carta, abaixo-assinado e farto material sobre as constantes faltas de luz verificadas na região.
A Gonçalo de Carvalho foi a primeira rua tombada como patrimônio cultural, histórico e ecológico de Porto Alegre, sendo considerada área de uso especial, conforme o decreto municipal nº 15.196/06.
Por sua bela arborização, com o túnel verde de tipuanas, em dias de chuva e vento, o contato dos galhos com os fios da iluminação geram cortes de luz. Só no ano passado, foram 24 interrupções, segundo a assessoria de imprensa da CEEE. Algumas, inclusive, por mais de 24 horas, com sensíveis prejuízos não só aos moradores como à própria CEEE.
O assunto ganhou tamanha dimensão que foi tema de reportagem no caderno ZH Moinhos, em 17 de julho de 2008. A solução para o problema, proposta pela CEEE, é a instalação de rede de cabos ecológicos. Se trata de um revestimento mais forte e especial na rede de energia elétrica, utilizado onde a arborização entra em conflito com a fiação elétrica, impedindo a queda de energia, além de evitar as podas nas árvores.
Hoje, essa rede existe só num pequeno trecho da Gonçalo, entre as ruas Santo Antonio e Benjamin Flores. A direção da CEEE prometeu atenção especial ao assunto.

Postado por Paulo Renato Rodrigues, Conselho de Blogueiros às 14h53

VINHOS E CIA.

Sexta-feira, 30 de outubro de 2009

UMA NOITE DE VINHOS E DE ALEGRIA

Foi uma noite inesquecível para os amantes do vinho e da boa mesa. A convite da importadora Grand Cru, localizada nos altos da Quintino, no bairro Rio Branco, a proprietária da tradicional vinícola de mesmo nome, Marilisa Allegrini, apresentou, ontem, 29, seus vinhos da região que tem os tintos mais famosos da Itália, o Vêneto, em degustação para profissionais do ramo, jornalistas e clientes.
Essa vinícola, localizada na romântica Verona, é a mais tradicional produtora do renomado Valpolicella (vale de muitas bodegas) e existe desde 1535. É importante destacar que a Itália é líder mundial em produção e consumo de vinho.
No país da bota, há mais de um milhão de vitivinicultores, para um consumo per capita de 60 litros. Só para comparar, o brasileiro consome, em média, 2 litros per capita. O jantar completo foi elaborado exclusivamente pelo chef da renomada e tradicional casa italiana Atelier das Massas.
No wine diner, foram degustados os seguintes rótulos: Soave DOC 2008, La Grola IGT 2005, Amarone Della Valpolicella 2004, Recioto Della Valpolicella e Classico Giovanni Allegrini 2005, todos com pontuação próxima ou superior a 90 pontos pela avaliação de um dos críticos mais influentes do mundo, o americano Robert Parker.
A alegre Marilisa concedeu a entrevista abaixo ao blog da ZH Moinhos:
Blog ZH Moinhos - Por que a escolha do mercado brasileiro?
Marilisa Allegrini - Os jornais da Europa todos dizem que a economia brasileira é muito sólida e a que mais promete. Foi o primeiro país a sair da crise. Ainda que não tenhamos uma presença maior por aqui, queremos crescer num mercado tão emergente. É a quarta vez que venho ao Brasil e, em cada oportunidade, percebo claramente que o país está melhor, em crescimento. Estive em São Paulo e, depois de Porto Alegre, ainda vou para o mesmo evento em Belo Horizonte, antes de retornar à Itália, no sábado. Do Bric (bloco de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil, na nossa visão, é quem possui as maiores potencialidades de mercado, diferentemente, por exemplo, da Rússia e da Índia.
Blog - Por que os vinhos italianos não têm uma maior presença no Brasil?
Marilisa - Temos a concorrência forte dos vinhos do novo mundo, especialmente Chile e Argentina, além do problema do câmbio. Mas temos uma filosofia que seguimos sempre: l) fazer vinhos de qualidade, que vem do nosso terroir diferenciado, e 2) trabalhar cada vez mais junto aos nossos distribuidores, que, na verdade, são os nossos embaixadores.
Blog - E a questão do preço para ser competitivo?
Marilisa - O vinho italiano tem um custo maior, mas o consumidor sabe distinguir. A nossa qualidade pesa mais. Além disso, a cozinha italiana é a mais conhecida no mundo e a harmonização com os nossos pratos pede um vinho nosso.

Postado por Paulo Renato Rodrigues, Conselho de Blogueiros às 13h08

VINHOS E CIA.

Sexta-feira, 06 de novembro de 2009.

VINHOS DO NOVO MUNDO NA AUXILIADORA

A Sommelier Vinhos realizou ontem, dia 05, no bairro Auxiliadora, uma degustação especial - destinada a imprensa e clientes - de vinhos do novo mundo trazidos pela importadora KMM. A empresa, cuja sede está em São Paulo, além de ter sido pioneira, possui o melhor mix de vinhos australianos do Brasil, além de rótulos argentinos da Patagônia da vinícola Familia Schroeder e de chilenos, especialmente da vinícola La Ronciere, onde se destaca o surpreendente Nudo (cortes de Cabernet Sauvignon, Syrah e Carménère) e que foi a estrela da noite. A gaúcha de Quaraí, Marli Predebon, uma das proprietárias da KMM, concedeu a entrevista abaixo ao blog:

Blog ZH Moinhos - Qual a perspectiva do mercado de vinhos no Brasil?
Marli Predebon - Esse mercado vem crescendo muito. O interesse do consumidor é cada vez maior. O Brasil é um dos poucos lugares onde o consumidor é sedento de informação. Isso, inclusive, impressiona os estrangeiros, que ficam surpresos com a variedade de rótulos aqui existentes. Você vai a Portugal, Chile, Itália, Espanha, França, enfim, todos esses países, basicamente, apresentam e tentam vender o seu vinho local. Aqui, no Brasil, você encontra uma diversidade muito interessante. A verdade é que o país possui um potencial enorme. Notamos isso em São Paulo, pois os cursos de vinhos estão todos lotados.

Blog - E por que o nosso consumo ainda é tão baixo?
Marli - É baixo se o considerarmos em relação ao tamanho da população. O problema é que a grande massa tem baixo poder aquisitivo. Mas isso vai mudar, especialmente com o aumento que vem ocorrendo nos últimos anos na classe média brasileira.

Blog - E a relação custo X benefício dos vinhos australianos?
Marli - É muito boa. Em termos de importação, o preço FOB do vinho australiano é o mesmo do vinho argentino, só que a qualidade do australiano é bem superior. Os brancos - que representam 45% - são a marca registrada do país e eles se esmeram muito.

Blog - E os vinhos brasileiros tem problema de terroir (terreno) mesmo?
Marli - Sim, mas o futuro são as novas regiões, como a Campanha. Lá é o lugar para ficar de olho. Assim como Santa Catarina descobriu lugares diferenciados, essas novas regiões vão mudar o mapa do nosso vinho.

Postado por Paulo Renato Rodrigues, Conselho de Blogueiros às 20h07